
Limitar o consumo de álcool
Limitar a ingestão de álcool é uma modificação crucial do estilo de vida para o manejo da gota, pois o consumo de álcool tem sido fortemente associado ao aumento do risco de gota e crises de gota. Um estudo prospectivo de Choi et al. (2004) no The Lancet descobriu que o consumo de cerveja e destilados estava associado a um aumento do risco de gota, com a cerveja representando um risco maior do que os destilados, enquanto o consumo moderado de vinho não aumentou significativamente o risco. O mecanismo por trás dessa associação foi explorado em uma revisão por Ragab et al. (2017), que explicou como o álcool pode aumentar a produção de ácido úrico e diminuir a excreção de ácido úrico. Um estudo mais recente de Neogi et al. (2014) demonstrou que a ingestão de álcool estava associada a ataques recorrentes de gota, com o efeito sendo dose-dependente. O estudo descobriu que consumir mais de 1-2 doses nas 24 horas que precederam um ataque de gota estava associado a 36% maiores chances de ataques recorrentes de gota. As diretrizes do ACR (Khanna et al., 2012) recomendam fortemente limitar ou evitar a ingestão de álcool, particularmente cerveja e destilados, para pacientes com gota. No entanto, é importante notar que o impacto do álcool pode variar entre os indivíduos, e os pacientes devem trabalhar com seus profissionais de saúde para determinar os limites apropriados.
Esta informação é apenas para fins educacionais. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado para aconselhamento médico.